sábado, 28 de novembro de 2009

Cenas da formatura!

Não desapareci em meio as comemorações (quase!!). Mas uma coisa emendou na outra, que misturou com prova de residência, com saidinhas para comemorar a formatura, e me enrolei todo!

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Na primeira festa, fechada apenas para os alunos, me comportei como um lord inglês. Bebi pouco, evitando assim situações constrangedoras posteriormente. Mas descobri que preciso tomar um sol! Em todas as fotos, parecia que tinham jogado 1kg de pó-de-arroz - isso mesmo, pó-de-arroz, coisa beeeem vó mesmo! - na minha cara, tamanha é minha brancura. Anos e anos de tratamento dermatológico me deixaram pronto para estrelar o próximo filme da série Crepúsculo.

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Em compensação, fui extra-oficialmente eleito o mais bem vestido da festa. Enquanto estavam todos revestidos da mesmice de um terno-e-gravata, numa festa cujo dress code era apenas Passeio (Passeio Completo mandou lembranças, de mãos dadas com Glória Kalill), eu apostei no blazer e calça desencontrados. Como disse uma amiga, eu estava parecendo um europeu, sem estar todo combinadinho, mas estava ótimo! Perdi as contas dos elogios. Como disse outra amiga, três passos à frente pra você, colega!! Hahaha

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Na colação de grau, como ninguém é de ferro e mandar chegar 3 horas antes do horário marcado é uma afronta à pessoa mais paciente, mandei todo mundo se ferrar e fui tomar uns chopps pra passar o tempo antes de entrar. Resultado: não parei de pular um segundo enquanto fazia a entrada pelo meio dos convidados, estraguei a organização parando no meio da rampa de acesso ao palco para esperar uma amiga que vinha atrás, e ainda fizemos uma pequena dancinha com uma mensagem erótica subliminar no meio do palco!! Medo do vídeo!!!

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Pra completar, fiz minha família toda despencar da minha cidade até o Rio, e quando chegaram lá, onde eu estava? Tinha fugido do palco!! Mas tem explicação... Eles pegaram um engarrafamento gigantesco, e chegaram com apenas 2 horas de atraso. Eu peguei meu diploma e disse que não ficava nem mais 1 minuto debaixo daquela beca sufocante, com aqueles refletores saaricos na minha cabeça. Conclusão: se eles tivessem chegado 5 minutos antes tinham me visto no palco. Azar...

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Minha mãe ainda se achou no direito de ficar com raiva de mim por ter fugido do palco antes dela chegar - como se eu soubesse que eles ainda não estavam lá. E como se não fosse eu quem tinha o direito de estar puto ali, por eles terem perdido minha entrada triunfal (louco!) e nem me visto pegar o diploma. Ela ainda queria que eu voltasse aos bastidores para colocar a beca novamente só pra tirar foto com ela e meu pai. Eu disse que nem morto me enfiava debaixo daquilo mais uma vez. Ela insistiu, e eu tive que dizer que se ela quisesse foto de beca, que tivesse chegado antes. Agora era se contentar com minha roupa atual e olhe lá! Ela ficou quieta e tirou a foto do meu jeito.

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No baile prometi a mim mesmo que ia me comportar e não beber muito, já que queria ficar inteiro até o fim e não ter uma amnésia alcoólica no dia seguinte, me esquecendo de uma festa esperada por 6 anos. Cumpri em parte minha promessa. Não bebi excessivamente, mas com a loucura de cumprimentar, abraçar e conversar com dezenas de pessoas, acabei esquecendo de comer. Comi apenas uns salgados volantes e uma cumbuquinha do jantar, e nem vi a existência das mesas de japonês, tortas, cascatas de chocolate, chá e café da manhã. O que me levou a entrar em estado alfa com muito menos álcool que de costume. Mas ao menos não esqueci de nada (eu acho....).

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Meu smoking ficou tão certinho, mas tãããão certinho, que estava até evitando abraçar as pessoas com muita vigorosidade. Em determinado momento, uma amiga me abraçou tão apertado e mandou abraçar em retribuição, sem me preocupar em estourar a costura. Não precisou dizer duas vezes. Na mesma hora eu ouvi algumas linhas se partirem nas minha costas. Mas ao menos foi na costura interna, não fiquei andando rasgado por lá.

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Na hora da valsa, mais um ataque da minha mãe. Quando vi que ia começar, tratei de correr e me trancar no banheiro, para que ninguém me empurrasse e me jogasse no meio dos outros formandos. Todos já estavam avisados que eu não fingiria que sabia dançar aquilo de maneira nenhuma, mas é sempre bom se prevenir. Ao chegar na mesa, depois de terminada a música, minha mãe estava de bico, não porque queria ter dançado (ela também odeia), mas porque queria ter tirado foto fazendo pose de valsa. Percebi que naquela semana ela queria mesmo era sorrir para foto e me tirar do sério!!

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Algo me intriga até agora. Uma música que eu e minha amiga de noitadas adoramos começou a tocar na pista de dança (e a gente nem lembra qual). Peguei ela no colo e saí correndo em direção a pista pelo meio das mesas, passando por várias pessoas pelo caminho. Até agora não sabemos como não caímos ou acertamos a cabeça de alguém com as pernas dela. O fato é que chegamos inteiros a tempo de aproveitar a música!!

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Me lembro do meio pai me resgatando sentado no meio da pista de dança. Mas eu não tinha caído, não!! O fato era que a tal amiga ali de cima estava bebendo um pouco além da conta, e me escalaram para mandar que ela comesse alguma coisa - logo eu! Ela ficou revoltada comigo, disse que a estava reprimindo, e resolveu parar de falar comigo. Num ato de criança mimada, para que ela não fosse embora antes de eu terminar de falar, agarrei o braço dela e sentei no chão, como se fosse uma âncora. Meu pai achou que eu estava louco e ela foi embora e não olhou mais pra mim a festa inteira. Nota 0 em psicologia...

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Em certo momento, entrei em desespero ao colocar a mão no bolso e sentir falta do meu celular. Coloquei todos para procurar o bendito. Depois descobri que tinha dado pro meu irmão ligar pro motorista ir nos buscar e não lembrava!!

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Como festa que é festa sempre tem uma confusão, meu pai tratou de arranjar uma. Como decoração do salão, havia uns pôsteres gigantes com fotos dos formandos. No fim, meu pai retirou o pôster em que eu estava, para levar de lembrança. O problema é que o namorado de uma amiga, que estava na foto, também teve a mesma idéia. Ele queria rasgar a foto no meio, para cada um levar sua metade. Só que eu estava exatamente no meio, e não fazia sentido levar um pôster rasgado!! Barraquinho daqui, empurrão de lá, meu pai enrrolou a foto, enfiou debaixo do braço, falou que era dele e assunto encerrado! Na saída, o segurança ainda proibiu minha avó de levar. Quando descobri, eu e meu pai voltamos, pulei um balcão, catei minha foto, e coitado do segurança que tentasse me impedir de sair com aquilo!! Eu no mínimo ia gritar muito na cabeça dele e depois sair correndo com o pôster debaixo do braço!! Como dá pra notar, a sutileza vem de família...

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E para fechar a noite - nesse momento, já dia -, como de costume protagonizei meu já famoso momento bizarro, apenas o último entre muitos ocorridos ao longo da faculdade. Na saída da festa fui me despedir de uma amiga, e saímos rolando pelo gramado. Devemos ter rolado umas 5 ou 6 vezes, algo assim... meio romântico!! Dizem que tem fotos, mas ainda não as vi!!

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E foi assim que me formei...

domingo, 15 de novembro de 2009

Miudezas(7)

Num almoço com amigos, meu celular toca.

P: Oi...
K: Paul, como se escreve pechincha?
P: Com ch...
K: Ah tá, obrigada! A gente se fala depois. Beijo!

Oi? Virei consultor particular agora? Por que gastar dinheiro com dicionário quando se faz ligações de graça pro amigo?

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Celular toca de novo.

S: Gatooo, passei pra 2ª fase (da residência) da UFF!!
P: Que ótimo! Maravilha! Parabéns!!
S: Só tem um problema, né? A prova é multimídia, e no dia seguinte do nosso baile de formatura. Tô fudida!
P: Ahhh, que isso! É só você sair do baile direto pra prova. Ainda vai estar bêbada e vai ver as imagens todas em 3D! Vai ficar muito mais fácil! Acredita!

Porque amigo é assim, incentiva até nas horas mais difíceis!!

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Num bar, comemorando um aniversário. A aniversariante e a irmã resolvem tirar fotos. Depois de umas 3 poses, todas descartadas sumariamente depois de visto o resultado, elas vão pra 4ª tentativa, que novamente não foi aprovada. Até que alguém solta:

- Amiga, foto não é plástica não! Consertar, só no Photoshop!

Se fosse eu, tinha arremessado a máquina bem no meio da testa dela!! Aí ia ver quem é que precisaria de uma plástica...

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E ontem eu fui ver O Despertar da Primavera, musical em cartaz aqui no Rio. Saí de lá recomendando a todos, pois o espetáculo merece ser visto. Dá de 10 em Hairspray - e olha que gostei bastante deste último. Mas diferente de Hairspray, que aborda temas como racismo e sobrepeso de forma leve e engraçada, e muitas vezes se ampara mais na fama dos atores do que na capacidade deles de cantar e dançar (vide Arlete Sales e Jônatas Faro), Despertar trata de tabus em evidência até hoje (a peça foi escrita há mais de 100 anos, em 1890 e alguma coisa) de forma séria e dramática, além de contar com atores estreantes ou pouco conhecidos, que realmente sabem encantar a platéia com suas vozes.

Enfim, muito já foi falado sobre esse musical, e certamente melhor do que posso tentar descrever. Mas o fato é que mesmo sabendo de todo o sucesso, eu ainda me surpreendi, e descobri que superava todas minhas expectativas. Em certos momentos faltou pouco para eu não desabar em lágrimas, e olha que pra mim chegar nesse ponto de quase chorar já é um patamar altíssimo! Recomendadíssimo! E quero o CD com todas as músicas!!




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E essa é a semana da minha formatura!! E estou achando que isso não vai prestar!! Amanhã já começam os serviços com uma festa fechada só para os alunos, e assim vamos até sexta, pra fechar tudo com o baile! Se não aparecer mais por aqui, é porque desapareci no meio das comemorações!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dependência moderna

Apagão! Só se fala nisso, em qualquer local que se vá. Também, em plena geração eletrônica, existe algo mais primitivo do que ficar sem luz? Ao analisar isso, percebi que na noite de ontem, todo meu comportamento foi modificado. Quando acabou, eu tinha acabado de sair da sala de aula de um curso, e nem na calçada havia conseguido chegar ainda. Por sorte, tinha estacionado bem em frente à saída, e não precisei vagar pela rua escura e deserta procurando meu carro.

A princípio, achava que havia faltado luz apenas na região onde estava, que era uma ruazinha secundária da Barra. Mas ao entrar na Avenida das Américas, percebi que a Barra inteira estava às escuras. Cruzar toda aquela avenida, debaixo de chuva, e sem auxílio de semáforos não é fácil. A todo cruzamento, eu diminuía com receio de algum louco suicida tentar cruzar a pista simplesmente jogando seu carro na frente. E quanto mais eu andava, mais eu via a extensão do apagão. Atravessei a cidade, da Barra à Copacabana, e a cada metro via que a escuridão permanecia.

Os motoristas se confundiam. Andavam de pisca alerta acesso no meio da pista, diminuíam drasticamente a velocidade em trechos retos e sem obstáculos. Quase tive um ataque quando resolveram passar a 60 km/h em frente a Rocinha, 10 e meia da noite! E sem me dar nenhuma brecha para cortar e sair rapidamente dali. Estavam esperando o que? Alguém invadir a pista, parar os carros e fazer a limpa em todos nós?

Sei que cheguei em casa depois de muito xingar no trânsito, porque uma coisa é dirigir com cuidado, e outra bem diferente é dirigir mal!! O portão da garagem não abria, o elevador não funcionava (moro no 5º andar, fiz apenas um aquecimento nas escadas!), e ainda bem que celulares tem visor e com a luz dele eu pude achar minha chave e abrir a porta!

Finalmente dentro de casa, o que fazer? No internet, no television, no phone. Meu celular estava sem sinal, e ainda que eu pudesse acessar a agenda - porque depois da invenção desse pequeno milagre, minha memória nunca mais ousou gravar um número sequer, nem mesmo dos melhores amigos, e dos pais só lembro com certa dificuldade -, o telefone de casa não funcionava, já que é sem fio. Isolado do mundo e sem diversão, o que fazer então? Lembrei do meu irmão, que certa vez, em uma falta de luz no prédio, desceu e passou a noite no bar. Pensei em fazer o mesmo, mas lembrei que a falta de luz era geral, e os bares, ainda que abertos, só serviriam cerveja quente e à luz de velas.

Decidi ficar em casa, e me recolher à minha cama. Antes passei no banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Me senti no século XIX, indo pra cama sem tomar banho, já que debaixo de um chuveiro com água gelada eu não entro jamais!! Durmo no chão, mas banho frio eu não tomo! Deitei e rolava de um lado pro outro. Mesmo com chuva, o calor do Rio se mostrava presente, e ar condicionado e ventilador eram luxos que não me pertenciam mais naquele momento.

E antes de finalmente conseguir dormir naquele desconforto, pensei em como algo tão simples, tão cotidiano, como o acender de uma luz, o girar de uma pá de ventilador e o funcionamento de uma resistência de chuveiro fazem tanta falta. D. João, D. Pedro e companhia que me desculpem, porque eu poderia até ter nascido pra ser rei, mas definitivamente, só se fosse rei no século XXI. E mesmo assim com um gerador no palácio!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vergonha própria

Há uns dias atrás, ao acordar de ressaca, com a boca seca e a cabeça explodindo, eu senti que o pouco de dignidade que ainda restava em mim tinha ido embora na noite anterior. Eu sou daqueles que quando acordam no dia seguinte, a primeira coisa que pensa é: PQP! Onde eu tava com a cabeça ontem?!

Já acordei com a sensação de que tinha tido um sonho muito bizarro, com direito a eu caindo em câmera lenta pra trás, com as mãos tentando se segurar no ar, indo diretamente em direção ao piso da pista de dança da TW. Tudo sonho, é claro!, pensava eu. Só acreditei que tinha realmente acontecido quando achei minha calça jogada no chão com a bunda toda preta, digna de uma boa estabacada em uma pista bem suja. Até hoje nego solenemente o ocorrido. Ninguém lembra, ninguém viu, então não aconteceu!!

Das outras vezes foram coisas mais básicas, como animar a pista de dança vazia de uma festa em que não sabia quem era a aniversariante, e estava alí só pra catar uns salgadinhos e cervejas; não ter a absoluta noção do fiz entre cruzar a porta da boate e deitar na minha cama; e pagar uns micos com amigos. Enfim, o que todo mundo já fez uma vez na vida... Mas dessa última vez, eu acordei com a sensação de que tinha me superado. Não pelo excesso de bebida, até porque eu lembrava claramente de tudo. Mas o que uma pessoa faz quando está meio fora de si. Só pra deixar claro desde o início, não tem nada de sexual na história (e como eu agradeço por ter chegado com a calça fechada em casa!!).

O fato é que depois de passar a noite inteira dentro de umas das boates mais trashs do Rio (leia-se, Mariuzzinn - e aqui explico que foi por total falta de opção, já que a festa que tinha ido estava uma merda e amigos héteros então me carregaram pra lá!), eu saio e dou de cara com um catator de latinhas na porta. Até aí, tudo bem, não fosse minha atração por latinhas. E aqui é necessária uma pequena explicação.

Minha mãe é uma alma muito caridosa, que de tempos em tempos vai ao asilo levar lanches para os velhinhos internos. E uma das moradoras é uma senhora sem família, sem renda, e sem as duas pernas, que faz artesanato para ganhar um trocado e pagar seus pequenos luxos, como a tinta de cabelo. Um de seus trabalhos é fazer crochê com elos de latinhas de alumínio. Daí que minha mãe começou a juntar os elos para dar a ela, e eu também, surgindo daí meu tropismo por qualquer lata com elo que eu veja na minha frente. No almoço com amigos, cato os elos das latinhas de todos. Sempre que saio a noite, volto com o bolso cheio. Enfim...

Eu saí da boate com a latinha na mão, já terminando, e quando ví o catador fui até ele, dei o último gole, retirei o lacre, e entreguei a latinha vazia. Ele perguntou porque guardava o lacre, e eu expliquei toda a história triste da velhinha aleijada. Ele ficou tão encantado com a história, que me olhou e disse Nossa, mas eu tenho várias latinhas!! Tenho muitos lacres pra você!! E virou todo o saco de lixo cheio de latas no chão, na minha frente, e começou a retirar os lacres e me dar. Eu senti que todas as atenções da rua se viraram pra nós, mas fiquei empolgadaço conversando com a catador e tirando os elos. Resultado? Tantos lacres que nem cabiam nas minhas mãos, 10 reais de agradecimento pro catador (coitado, já eram mais de 6h da manhã e ele ainda ia andar até o Leblon pra catar mais latinha) e muitos olhares de vergonha alheia ao meu redor. O peguete de uma amiga viu a cena e perguntou a ela se era eu quem estava catando latinha no meio da calçada, ao que ela respondeu: Ahh, ele é assim mesmo! Tenta entender não! Adoro amigos que me defendem!! Hahaha

E assim acordei de ressaca, sem acreditar que tinha protagonizado essa cena! Mas quer saber?? Tô pouco me fudendo!! Ninguém me conhecia mesmo. E ainda fiz uma boa ação dupla - pra velhinha sem pernas e pro catador. Fiquei feliz da vida, mas sem acreditar que tinha realmente feito aquilo. Porque é inegável que sem o álcool, nada disso teria acontecido. Mas isso eu também já estou resolvendo. Nas minhas 2 últimas saídas, me comportei adequadamente, sem excessos. Também, estava conhecendo um cara novo, bem legal por sinal. Então, nada de bancar a Heleninha Roitman nesses momentos e estragar tudo com umas doses a mais. Tenho que manter a classe! Só não coloca umas latinhas na minha frente...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre..."

A - C -A - B - O -U !!!!!!

FACULDADE, NUNCA MAIS!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Motivação

Adoro quando meus amigos me incentivam, me sinto tããão estimulado!! Celular toca:

- Você tem prova esse fim de semana?

(Prova, no caso, é prova de residência, um tipo de pós-graduação na área médica. É quase assim... um vestubular de novo! Dezenas de candidatos disputando uma vaga, com a pequena diferença que, ao contrário das 60, 80 vagas diponíveis num vestibular, na residência são umas 2, 3, no máximo 5 para cada hospital.)

- Tenho sim, no domingo. Por que?
- Quantas vagas?
- 2...
- Ahh, você não vai passar mesmo! Vamos sair na sexta?!?
- Vamos!! Pra onde?

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Falando em prova, e não é que eu fiz a última prova da faculdade?? E quando digo última, é A última, mesmo!! Agora é só voltar lá mais um dia, pra última aula, mas é mais uma obrigação, pois praticamente já acabou. E a prova foi quase uma catarse... Principalmente quando se leva em conta que tive um pequeno atrito com essa mesma professora 3 anos atrás, após voltar do intercâmbio. Tudo porque eu só apareci na última aula dela - porque estava viajando, deixo bem claro - e ela resolveu dizer - em frente de toda turma, e no meio da prova - que se eu passasse ela rasgava o próprio diploma e pedia demissão. Não só passei, como 3 anos depois, ainda tirei a maior nota da turma. Oi?? Alguém aí esqueceu de entregar a carta de demissão?!?

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E por falar em última prova, faculdade terminando... que dificuldade que é alugar um smoking pro baile de formatura em pleno Rio de Janeiro!! PQP, eu penei!! Primeiro que existem poucas lojas com esse tipo de serviço na cidade, e depois que essas poucas lojas tem uma qualidade péssima! Os smokings tinham aparência de velhos, e ou ficavam largos ou apertados demais. Experimentei uma calça que cabia umas 2 pernas minhas dentro de uma perna só! Quase uma saia... E as lojas não faziam ajustes, apenas bainhas nas pernas e mangas. Imagina que eu vou usar uma roupa 3 vezes o meu tamanho, parecendo que peguei emprestado de algum tio gordo sem o menor senso de estilo.

Foi aí que encontrei uma loja menorzinha, desconhecida, que além de alugar, faz todos os ajustes necessários. Nem preciso dizer que deixei a atendente maluca!! Foi um tal de Aperta aqui, solta a cintura, ajusta na perna!, que quando terminou, o smoking parecia ter sido feito sob medida pra mim!! Depois até me bateu uma pena, porque ou ela arranja uma maneira de desfazer todos os ajustes depois da minha devolução, ou ela só vai conseguir alugar aquilo novamante para um cara com as medidas exatamente idênticas às minhas!

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E a entrevista do William Bonner para a Marília Gabriela ontem? Além de inteligentíssimo, se mostrou muito bem humorado e dono de um charme irresistível. E ainda conseguiu ficar impecavelmente elegante dentro de uma jaqueta jeans!! Assiti ao programa suspirando...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Overreaction

Exagerei. Hoje, ao chegar em casa, tive um pequeno surto. A diarista veio fazer faxina, e como de costume, já entrei colocando as coisas no lugar. Sofro de uma mania extrema de organização, tenho um mapa mental com os locais exatos de todos os objetos e móveis da casa, e nada pode estar fora do lugar. Enquanto a faxineira trabalha, ela afasta a mobília e tentar colocar novamente no lugar original. Tenta! Porque pra mim, ela nunca coloca exatamente no mesmo local.

Entro em casa arrastando o sofá, virando o abajour do lado certo, arrumando o vaso de planta, colocando objetos 1 centímetro mais pro lado, coisas assim... é sempre do mesmo jeito! O fato dela tirar minhas coisas do lugar me incomoda, mas como abomino uma vassoura, tenho que ceder de alguma forma. Melhor rearrumar a casa que enfrentar uma vassoura e um balde de desinfetante! Porque pode me dar um pia inteira de louça para lavar, ou um armário lotado de roupas para dobrar e guardar, mas usar uma pano de chão e um esfregão é impensável!

Logo, entrei em casa e fui colocando tudo de volta a seu lugares, até entrar no banheiro. Fui procurando meus cremes, produtos de higiene, tudo que costuma ficar em cima da bancada da pia, e ela sempre insiste em guardar nas gavetas ou armários. Até que dei falta do meu sabonete de rosto contra oleosidade. Não estava nas gavetas, no armário debaixo da pia, nem dentro do box, junto com o outro sabonete gêmeo dele. Surtei!

Já imaginei que ela tinha jogado fora, já que dentro do box tinha um novinho, e o sumido da pia estava pra menos da metade. Mas para um sabonete de rosto, aquilo ainda durava mais de 1 mês!! E não é um produto que pode-se dizer que seja barato. Ainda bem que estava sozinho e em casa, porque foi tal de bater porta, gritar, xingar, dizer que ia matar a desgraçada... Até me acalmar, resolver procurar direito e achar o dito cujo dentro de uma saboneteira de viagem no fundo do armário! Que tipo de pessoa guarda um sabonete usado nessas condições?

E que tipo de pessoa se enfurece momentaneamente por causa de um sabonete? Tudo bem que tenho minhas manias, meus excessos, meu TOC... mas um sabonete?!? Um psiquiatra, uma terapia anti-stress, acho que é disso que preciso!